terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PREPORTAGEM ESPECIAL DO FANTÁSTICO- 08/01/2012- TEXTO


Publiquei a reportagem e quem viu se indignou. Quem viu no Fantástico, Jornal Hoje, Correio do Informante, enfim, essa reportagem chocou o país inteiro.
Não adianta, eu publicar um texto colossal expressando minha opinião, pois, todo o Brasil compartilha da mesma.
É um absurdo. Isso, é brincar com a cara de todo brasileiro honesto. E o pior é que nós pensamos que os donos de postos de gasolina são, como todos, trabalhadores honestos, mas, não. Eles querem é faturar mais e vender menos e, de que jeito? ENGANANDO É CLARO.
Como eu disse acima não farei um texto grande e, na verdade, só vou destacar alguns pontos grotescos da reportagem que, aliás, merece todos os aplausos, pois, foi uma matéria excepcional e muito bem trabalhada, por isso, quero dar os parabéns aos produtores que, mostraram a verdadeira face da bandidagem organizada.
Bandidagem? Sim. Vendo a reportagem eu percebi que nós somos assaltados de todas as formas. E o que é pior: hoje em dia até ladrão tem medo e, ao invés de apontar uma arma eles se fingem de honestos e nos roubam por baixo dos panos.
Uma das partes que mais me chamou a atenção foi quando o ladrão, Cleber Salazar, disse que conta com gente do alto escalão do país. ISSO É UM ABSURDO. As pessoas que nós colocamos nas cadeiras mais altas do Brasil para defender os nossos interesses estão nos roubando. Bem, isso já é ‘’normal’’ não é de hoje, mas, o que realmente chamou minha atenção foi: pelo que eles nos roubam? Dinheiro apenas? Voto? Um algo mais, ignorado por nossos cérebros que eles, bandidos, julgam incapazes?
Não sei.
Porém, eu agucei esse cérebro ‘’incapaz’’ e descobri que, não é mais, possível ter um esquema corrupto, bandido, ilegal, enfim chamem como quiserem, sem uma ajuda do governo. O governo ajuda todo o tipo de criminoso para arrecadar dinheiro, voto e tudo mais que cheire lucrativo. Sem a ajuda de um vereador, deputado, ministro ou qualquer de uma casa do governo não se faz mais um esquema corrupto. E, se é possível, tem coisa pior: a maioria desses esquemas corruptos envolve policiais.
V-E-R-G-O-N-H-O-S-O
Publico agora a reportagem do fantástico em forma de texto
‘’Reportagem especial mostra como você é roubado - sem perceber nada! - quando abastece o carro num posto de combustível. E o pior: se desconfiar de alguma coisa, não adianta reclamar. A fraude não deixa pistas. Com um controle remoto, o golpista faz a bomba voltar ao normal. O Fantástico comprovou que a fraude existe. E encontrou um dos homens que vendem e instalam nos postos o novo golpe contra o consumidor. A reportagem é de André Luiz Azevedo e Eduardo Faustini.
O motorista sempre desconfiou. O Fantástico comprova que o consumidor está certo. Existe fraude em bombas de combustível. Só que agora é um novo tipo de fraude, muito mais sofisticada. Você compra a gasolina e não leva tudo o que paga. Ainda faz papel de bobo porque nem percebe que está sendo roubado. E não adianta conferir o marcador da bomba.
Como isso acontece? O Fantástico preparou o teste com todo o rigor. Tivemos a auditoria permanente da Associação Brasileira de Combate à Fraude. E os exames foram feitos pela empresa Falcão-Bauer, a maior do Brasil no setor de controle de qualidade, e credenciada pelo Inmetro. Os técnicos criaram um equipamento especial para o nosso carro de reportagem. É um tanque de combustível de 20 litros, o volume padrão regulamentado para testes. Ele é todo transparente, para que você possa acompanhar em tempo real o roubo no posto de gasolina.
Começamos por São Paulo, que tem a maior frota de carros no país: mais de sete milhões de veículos. Postos denunciados por consumidores foram visitados pelas equipes do Fantástico. São de todas as marcas e de todas as regiões da cidade.
O carro da reportagem chega já abastecido. Na verdade, o combustível comprado cai diretamente no equipamento que está na mala do carro. Em todos os postos, pedimos 20 litros de gasolina, o volume padrão. Depois, levamos cada amostragem para o laboratório. A aferição é feita em um recipiente aprovado pelo Inmetro. Quando a quantidade está correta, o combustível completa o aferidor até a marca do zero.
A margem de erro é de 100 mililitros. A tolerância prevista na lei é de 100 mililitros abaixo ou acima dos 20 litros. Ou seja, 0,5% do total.
Um posto botou a menos 1.350 ml de gasolina. E encontramos resultados piores do que esse. A localização é boa, o preço atrai, o consumidor faz fila. Mas ele está sendo iludido. Este é o posto campeão do roubo de combustível na cidade de São Paulo. Na amostragem comprada, a bomba marcou 20 litros, mas foi roubado 1.400 ml.
O prejuízo na verdade é ainda maior, porque um teste de qualidade nesse combustível mostrou que o que foi comprado como gasolina era quase totalmente, álcool, etanol. “Foi constatado 64% de teor de etanol na gasolina. Isso é irregular. O máximo é 21%”, diz o coordenador técnico Evair Missiaggia,
O gerente não apareceu. Mas nós encontramos um motoboy que sempre abastece ali. Ele diz conhecer o golpe e como faz pra se defender.
Na mostra padrão oficial de 20 litros, 1,4 litros de diferença. Isso significa que em um carro popular, por exemplo, para abastecer um tanque de 50 litros, você é roubado em 3,5 litros.
No Rio de Janeiro, a situação é pior ainda. Em um dos postos testados pelo Fantástico a fraude chegou a 12%. Significa que para encher um tanque de 50 litros, o consumidor é roubado em 6 litros.
Os testes feitos no Rio foram idênticos aos de São Paulo. As amostras compradas em postos denunciados pelo consumidor seguiram para o laboratório. Em um posto, foram 2,41 litros a menos. Isso corresponde a 6 litros em um tanque de carro popular. Voltamos ao posto.
André Luiz Azevedo: A gente teve uma denúncia de que essa bomba está roubando do consumidor na hora do abastecimento mais de 12%. O senhor poderia fazer o teste para gente para comprovar?
Gerente: Positivo, só um momento.
É esse o golpe. Na frente do repórter, a mesma bomba que fraudava agora está correta. Voltamos também ao posto no Rio que teve o segundo pior resultado nos testes. Em cada 20 litros, o consumidor seria roubado em 2,31 litros.
André Luiz Azevedo: A gente tem uma denúncia de que essa bomba de gasolina está lesando o consumidor na hora de colocar o combustível. Ela está registrando mais do que entra no tanque do combustível. O senhor poderia fazer o teste da bomba?
Gerente: Sim.
Mais uma vez, a bomba que não tinha passado no teste de laboratório, agora funciona perfeitamente. Qual é o mistério? Como eles conseguem enganar o consumidor?
Para investigar o submundo do mercado de combustíveis no Brasil, o Fantástico precisou fingir que entrava nesse ramo de negócios. Durante dois meses, o repórter Eduardo Faustini assumiu o comando de um posto que fica em uma das principais ruas de Curitiba, no Paraná. O posto ficou fechado nesse período, não recebeu nenhum consumidor. Portanto
ninguém foi prejudicado. Mas foi aqui que nós ouvimos as propostas de golpes, fraudes, todo tipo de negócio sinistro, sempre para roubar, e muito, o bolso consumidor.
Primeira descoberta: é fácil comprar combustível clandestino. Sem nota, sem fiscalização. Nosso repórter liga para o fornecedor de etanol.
Repórter: Está saindo a quanto o litro?
Fornecedor: R$ 1,67
Repórter: Isso é sem papel?
Fornecedor: Isso.
Repórter: R$1,79 com nota...
Fornecedor: Isso.
Repórter: R$1,67 sem nota?
Fornecedor: Isso aí.
R$ 1,67 é um preço muito abaixo do valor no atacado quando os impostos são pagos.
Não é só o país que perde com a sonegação. Com essas remessas clandestinas donos de postos adulteram o combustível. O truque é simples: o álcool é despejado no tanque da gasolina. Todo o etanol comprado pelo Fantástico está agora sob a guarda da Associação Brasileira de Combate à Fraude para ser encaminhado às autoridades.
Em Curitiba, nós também testamos postos suspeitos de roubar na quantidade vendida ao consumidor. E voltamos aos dois onde a diferença foi maior.
André Luiz Azevedo: Há uma denúncia de que a bomba está fraudando o volume de combustível no abastecimento do carro. Dessa vez, a bomba não é corrigida a tempo e continua a fraudar o consumidor.
André Luiz Azevedo: Marcou 20 litros, e como é que está?
Gerente: É que esse aqui não está aferido.
André Luiz Azevedo: Ele está com o selo aqui.
Os gerentes ficam nervosos, falam ao celular. Mas a situação mais comum é aquela mesma: na frente da câmera, tudo certo. As bombas que roubam o consumidor apresentam a medida correta: 20 litros.
No posto em que o teste demonstrou que é feito o maior roubo. Em uma avaliação de 20 litros, o roubo foi de 1,46 litros.
André Luiz Azevedo: Bateu 20 litros aí, a gente observa aqui que a marca está exatamente na marca certa.
Como uma bomba que roubava para de roubar de uma hora pra outra? É o que vamos revelar agora.
André Luiz Azevedo: A empresa que faz a manutenção de vocês é credenciada?
Gerente: É, com certeza.
André Luiz Azevedo: Qual é a empresa?
Gerente: SS Bombas.
André Luiz Azevedo: Quem é o responsável?
Gerente: É o Cléber.
Cléber. Em vários postos flagrados roubando o motorista, ouvimos o mesmo nome: Cléber. Ele é quem aparece mexendo na bomba de outro posto que visitamos em Curitiba.
Seguimos a pista. O repórter Eduardo Faustini, no papel de dono de uma rede de postos interessada na fraude, faz contato com Cléber. E, sem saber que estava sendo gravado, Cléber Salazar vai ao posto fechado.
Cléber: E aí, doutor?
Ele se mostra desconfiado.
Cléber: Quem indicou? Preciso saber quem... Primeira pergunta é quem passou o telefone, quem é a pessoa. Só pra saber, eu preciso saber.
Mas aos poucos relaxa.
Repórter: Eu preciso.
Cléber: De?
Repórter: Preparar essa bomba pra mim.
Cléber entrega como o esquema funciona. A fraude eletrônica é instalada separadamente, em cada saída de combustível, que ele chama de bico.
Repórter: Gastaria quanto por todas?
Cléber: É por bico, que lá a gente pega por bico.
Repórter: Faz o cálculo aí mais ou menos.
Ele faz o cálculo. Cada bico fraudado custa R$ 5 mil.
Cléber: R$ 90 mil!
R$ 90 mil para instalar uma fraude acionada por controle remoto.
Cléber: O que o controle faz?
Repórter: Vai diminuir pra mim a litragem.
Cléber: A pressão? É esse preço aí.
A placa é o circuito eletrônico que controla a bomba de combustível.
Repórter: Mas você está usando a minha placa ou a sua placa?
Cléber: Não, eu não uso a sua placa. A gente tira aquela placa e põe outra.
Daqui a pouco você vai ver como ela é adulterada.
Repórter: Você faz a manutenção disso?
Cléber: Isso. Aí nós vamos acertar um mínimo por mês. Um xis lá por mês. Para eu cuidar pra você, te avisar. Cuidado, vai lá, vem cá, entendeu?
Na despedida, Cléber já está à vontade.
Cléber: Você está em Curitiba, no Centro de Curitiba, olha o tamanho do posto. Agora você coloca o bororó para rodar. Em três meses, está pago. O resto da sua vida, você vai ganhar dinheiro.
Repórter: Qual a chance de dar errado?
Cléber: Nenhuma. Nenhuma. Zero. Pode mandar matar eu!!
Cléber afirma que tem acesso a informações sobre a fiscalização em Curitiba.
Repórter: A sua assessoria vai até aonde?
Cléber: Até no alto escalão. Que avisa a gente quando está passando, quando não tá passando. Entendeu?
Repórter: Não tem chance de dar errado. O cara tirar umas férias...
Cléber: Sempre tem de está um com o negócio.
O negócio a que ele se refere é o controle remoto, que pode ficar num bolso. Com um toque, o fraudador arma e desarma o esquema, na hora que quiser.
Cléber: O cara tem de estar plantado aqui. Se chega o tiozinho que fala ‘ah, não deu...’, vamos lá aferir. Vai dar certo.
"Tiozinho" é como o consumidor, que fica de bobo na história, é tratado por Cléber Salazar.
Cléber: Negoção da China, parabéns.
Depois dessa gravação, procuramos Cléber para uma entrevista.
André Luiz Azevedo: O senhor desconhece que os postos que o senhor atende fornecem menos combustível do que o que marca na bomba?
Cléber: Com certeza. Absurdo. Nunca vi isso aí.
André Luiz Azevedo: É porque é uma denúncia e eu estou querendo conversar com o senhor. O senhor me retorna em quanto tempo?
Cléber: Daqui a uns dez minutos eu já falo contigo aí.
O prazo não foi cumprido.
Até que Cléber finalmente marca o encontro. Ele não sabe que toda a oferta da placa fraudadora foi filmada, nem que comprovamos o golpe em postos onde ele trabalha.
André Luiz Azevedo: O senhor é credenciado no Inmetro, no Ipem? O senhor pode mexer nas bombas livremente?
Cléber: Eu tenho o certificado do Inmetro, que está aqui, válido até abril de 2012. Eu tenho autorização pra mexer nas bombas, qualquer tipo de bomba.
André Luiz Azevedo: Nós viemos a Curitiba, porque nós recebemos uma denúncia que o senhor vende uma placa que é colocada na bomba e, com essa placa, há uma fraude na hora de abastecer o carro do consumidor. O senhor não vende essa placa fraudadora?
Cléber: Absurdo isso aí, absurdo.
André Luiz Azevedo: Essa denúncia de que o senhor vende uma placa que frauda a bomba de combustível, o senhor nega isso?
Cléber: Eu nego, é um absurdo. Queria saber de vocês de onde partiu isso, porque eu quero fazer minha defesa também.
André Luiz Azevedo: O senhor fornece atendimento pra quantos postos aqui na região.
Cléber: São vários postos.
André Luiz Azevedo: Quantos?
Cléber: Em torno de uns 30, 40 postos aí.
Por que é tão difícil descobrir essa fraude?
“Porque a bomba funciona corretamente até que o proprietário do posto ou seu gerente ativa a fraude com o controle remoto. Um controle comum. Quando a fiscalização chega, ele desativa a fraude. Quando a fiscalização sai e o consumidor chega, ele novamente ativa a fraude por rádio-frequência. Ela tem um rádio-transmissor exatamente como existe
no portão de garagem“, responde José Tadeu Penteado, superintendente do Ipem/SP.
A primeira placa eletrônica da fraude foi descoberta há dois anos. Em São Paulo, que tem a maior rede do país, com 8,5 mil postos, poucas foram apreendidas até agora.
Um fiscal, que prefere não ser identificado, diz que falta tecnologia à fiscalização para acompanhar a evolução dos golpes. Em vários estados que nós temos conversado, os fiscais estão totalmente despreparados. Eles não têm conhecimento suficiente pra afirmar se aquela placa está fraudada ou não. O sindicato dos postos de combustíveis de São Paulo pede providências.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis também defende uma fiscalização mais enérgica: “Eu tenho certeza que situações como as que foram detectadas nessas cidades estão acontecendo e estão sendo ofertadas para o mercado em diversas outras cidades. É um alerta pras autoridades da necessidade de ter uma atuação permanente, no dia a dia, inteligente e com penalidade rigorosa”, afirma Alisio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustível.
A Agência Nacional de Petróleo propõe uma ação conjunta: “Nós vamos ter que aprimorar nosso sistema de fiscalização, logicamente buscando parceria com órgãos de inteligência, não só nossos, como também da polícia, do Inmetro, porque é uma fraude nova no mercado e é difícil de ser detectada”, diz Paulo Nunes, fiscal da ANP.
E o Inmetro diz que contratou especialistas em informática para achar a forma de combater a fraude: “O Inmetro já tomou conhecimento desse assunto, há algum tempo, e vem desenvolvendo tecnologia nova com nossos pesquisadores para desenvolver uma espécie de lacre eletrônico. Um mecanismo tal que quando a bomba for mexida, for alterada, for fraudada, por um mecanismo de software, um controle remoto, algo desse tipo, fique um rastro. Não adianta que o fraudador coloque a fraude e retire a fraude, o rastro vai ficar lá registrado”, declara Luiz Carlos dos Santos, diretor do Inmetro.’’
Pabllo Cezar (O INFORMANTE)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

REPORTAGEM ESPECIAL DO FANTÁSTICO- 08/01/2012

ESSA REPORTAGEM, REALIZADA PELO FANTÁSTICO DE ONTEM, 08/01/2012, MOSTRA A FRAUDE DOS POSTOS DE GASOLINA. VEJA A REPORTAGEM E, EM BREVE EU POSTO O MEU TEXTO SOBRE ESSE ABSURDO.


Pabllo Cezar (O INFORMANTE)

sábado, 7 de janeiro de 2012

NÚMEROS DA DEFESA CIVIVL DE MINAS GERAIS NÃO PARAM DE SUBIR

Na madrugada de ontem, 06/01/2012, para hoje publiquei um informativo com os números da Defesa Civil de Minas Gerais sobre as chuvas no estado. Esse informativo foi postado às 19:47. Pois bem, hoje, menos de vinte e quatro horas depois os números já subiram.
Passo agora à vocês os números atuais e peço o máximo de cuidado aos moradores mineiros, pois, a previsão para este final de semana é de muita chuva. Emergência
NÚMEROS DA DEFESA CIVIL
CIDADES EM ESTADO DE EMERGÊNCIA: 103
CIDADES ATINGIDAS PELAS TEMPESTADES: 157
PESSOAS AFETADAS: 2,1 MILHÕES
PESSOAS DESALOJADAS: 11.939
PESSOAS DESABRIGADAS: 906
MORTOS: 12
DESAPARECIDOS: 2
CASAS DESTRUIDAS: 128
PONTES DESTRUIDAS: 143
Das duas pessoas desaparecidas, uma desapareceu em Santo Antônio do Rio Abaixo e a outra em União de Minas.
Pabllo Cezar (O INFORMANTE)
NÚMEROS DA DEFESA CIVIL DE MINAS GERAIS

CIDADES ATINGIDAS PELAS TEMPESTADES: 155
PESSOAS AFETADAS: 2,1 MILHÕES
PESSOAS DESALOJADAS: 11.870
PESSOAS DESABRIGADAS: 876
PESSOAS DESAPARECIDAS: 2
MORTOS: 12
CIDADES EM ESTADO DE CALAMIDADE: 99
CASAS DESTRUIDAS: 126
PONTES DESTRUIDAS: 94

TEXTO FEITO INICIALMENTE EM CELULAR.

Pabllo Cezar (O INFORMANTE)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

GOVERNO DE MINAS COMEÇA A AGIR NO COMBATE ÀS CHUVAS


O Governo de Minas Gerais anunciou hoje, 06/01/2012, algumas medidas emergenciais, para começar a combater os estragos causados pelas chuvas. O governador, Antônio Anastasia, também divulgou as verbas para as medidas.
Anastasia anunciou tudo isso em uma entrevista coletiva no Palácio Tiradentes após uma reunião com os ministros do transporte, Paulo Sérgio, e da integração Fernando Bezerra.
ENTREVISTA
O governador declarou que o combate será feito em três fases: volta à normalidade, reconstrução e prevenção. Alias, para a fase de prevenção, Anastasia já havia pedido à ministra do planejamento, Miriam Belchior, recursos na ordem de um bilhão e meio de reais (R$ 1,500,000,000,00).
Para realizar com êxito total essas três fases o governo vai contar integralmente com as prefeituras municipais e com o governo federal.
A primeira das três fases já está em andamento. A ideia é reestabelecer o mais rápido possível o acesso às necessidades básicas do cidadão: Água tratada, comida, abrigo e transporte. No entanto o governo não está sozinho. Para cumprir com essa obrigação Anastasia conta com a Policia Militar, os Bombeiros, Técnicos da Secretaria de Saúde e de Transporte e Obras Públicas, além, é claro, de voluntários.
“A prioridade do Governo do Estado tem sido a volta à normalidade, ou seja, a recompor a locomoção das pessoas, o acesso às áreas isoladas, voltar o abastecimento de água, de energia, permitir o fluxo de alimentação. Na cidade de Guidoval, que estava até ontem com problemas maiores de acesso, já foi criado um acesso secundário por via terrestre, através do município de Dona Euzébia. Hoje pela manhã, o Exército está  instalando uma passarela no local da antiga ponte. A ponte será construída imediatamente tão logo o rio baixe, porque não podemos fazer a obra agora enquanto o rio está em seu volume maior. O DER já recebeu essa orientação”, disse o governador.
Ainda para essa fase de ‘’volta à normalidade’’, Anastasia confirmou que pedirá ao governo federal um auxilio de mais ou menos vinte e cinco milhões de reais (R$ 25,000,000,00). O governo federal, por sua vez, aceitou na mesma hora ajudar o estado por meio do cartão da Defesa Civil. Apenas para efeito de registro, vale disser que o governo de Minas já gastou setenta milhões de reais (R$ 70,000,000,00), em recuperação de estradas.
“Viemos colocar a disposição do Governo do Estado não só a solidariedade do governo federal, mas a solidariedade financeira no apoio ao socorro e assistência as populações atingidas, sobretudo no que diz respeito a abrigo, mantimento, despesas com  combustível. Vamos aguardar a solicitação do governo de Minas para que a possamos atender, através do novo instrumento que está sendo utilizado pela Defesa Civil, que é o cartão de pagamento da Defesa Civil”, confirmou o Ministro da Integração Nacional.
A segunda fase só começará após a baixa dos rios e, obviamente, o fim da primeira.
“A reconstrução se dará especialmente através da recuperação da infraestrutura, das casas destruídas. Vamos contar com o apoio do governo federal”, disse Antônio Anastasia.
Anastasia disse ainda que não pode disser quanto custará a reconstrução das cidades, pois, ele ainda não sabe a extensão dos danos.
A terceira fase já está em andamento. O objetivo é ter mais medidas preventivas para amenizar os estragos causados pelas chuvas. Inclusive a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) já tem novos planos de prevenção, prontos e detalhados, para apresentar à ministra do planejamento em reunião na próxima terça-feira, 10/01/2012. O governador de Minas, também estará nessa reunião.
“São pedidos de obras estruturantes na área de prevenção e saneamento, investimentos que devem orçar R$1,5 bilhão nas cidades e regiões históricas do Estado mais atingidas. A Defesa Civil Nacional listou para o Ministério do Planejamento aquelas cidades, não só de Minas, mas do Brasil, que tiveram incidentes provocados por enchentes ao longo dos últimos anos e essas cidades, essas regiões, portanto, estão recebendo esses projetos”, falou o governador, Anastasia.
Anastasia disse ainda que vai investir mais do que investiu no ano passado em drenagem, que, segundo o governador é uma medida preventiva muito importante.
Por fim, Anastasia agradeceu a população mineira.
“Quero aproveitar para agradecer a solidariedade da população mineira que já está indo aos postos de ofertas levando gêneros, alimentos, especialmente roupas para as pessoas que foram atingidas. Isso é um dado muito importante da solidariedade no Estado que eu quero agradecer. Eu visitei as áreas atingidas tanto antes, ainda no final do ano passado, como nessa semana, e nós vimos que as pessoas perdem, de fato, bens pessoais que tem que ser recompostos”, terminou o governador.
OPINIÃO
Mais uma vez, minha opinião é curta e clara: se essas medidas forem realmente aplicadas será muito bom para a população, mas, tem que ser rápido, pois, as chuvas não vão esperar. Além disso, o dinheiro não pode...’’fugir’’.
Pabllo Cezar (O INFORMANTE)



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ACABA GREVE MILITAR NO CEARÁ

Os PMs e bombeiros do Ceará decidiram, em reunião com o governo na madrugada do dia 4/1/2012 no palácio da abolição, encerrar a greve que já durava cinco dias. Os militares, reivindicavam reajuste do salário-base (de oitenta à cem por cento, em quatro anos), implementação de uma gratificação, redução da jornada de trabalho e anistia geral aos policiais e bombeiros que participaram da paralisação.
No final das contas, os militares conseguiram quase tudo isso.
Ficou acertado que os PMs terão reajuste salarial de cinquenta e seis por cento (56%), gratificação adicional de novecentos e vinte reais, anistia geral aos militares participantes e redução da jornada de trabalho.
Sobre o reajuste em quatro anos ficou acertada a criação de uma comissão que analisará o impacto financeiro de tal modificação. Essa comissão também avaliará a criação de um código de ética e a finalização do código disciplinar dos policiais militares do Ceará além de uma possível implementação de um vale alimentação de dez reais (R$ 10,00) diários.
Como se não bastasse isso tudo, os militares e as associações ganharam uma ‘’isenção’’, ou seja, não terão que pagar a multa, expedida pela desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda, de quinhentos reais (R$ 500,00) diários por servidor. As associações também não vão ter de pagar a multa de quinze mil reais (R$ 15,000,00), igualmente diária. A liminar expedida pela desembargadora foi anulada.
farão parte da comissão o secretário da Fazenda, Mauro Filho, do Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo, e o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira. O governador Cid Gomes (PSB) ficou em sala separada e não participou da reunião, segundo os manifestantes, mas estava sendo informado por Fernando Oliveira.
Pms 5 (Foto: Elias Bruno/ G1)Os policiais tem até a meia-noite de hoje, 4/1/2012, para voltarem aos serviços. E, já voltaram. Hoje, os PMs começaram a consertar os carros que foram danificados. Alguns policiais já começaram a fazer ronda de moto, já que as mesmas não foram prejudicadas.
Policia civil
Enquanto os policiais e bombeiros militares voltam a trabalhar os civis decidiram parar.
Os policiais querem aumentos salarial e melhores condições de trabalho (como sempre, não é?). a paralisação é de cem por cento (100%).
EM BREVE MAIS NOTICIAS.
Pabllo Cezar (O INFORMANTE)

SEGUE A GREVE MILITAR CEARENSE

Os PMs e os bombeiros do estado do Ceará que estão em greve rejeitaram na tarde desta terça-feira uma proposta de reajuste de vinte e três por cento feita pelo governo.
Os grevistas exigem um reajuste de oitenta (80) à cem (100) por cento, em quatro anos, ou seja vinte por cento por ano, o que significaria um adicional de oitocentos e cinquenta e nove reais (859) no salário-base. No entanto, esse adicional é encarado pelos policiais como uma gratificação. Além disso, os PMs do turno da noite já recebem essa quantia.
Policiais e governo voltam a se encontrar agora à noite para decidirem o futuro do movimento.
Uma das reclamações é o fato de a proposta do governo ser só para este ano e não ter nada falando dos próximos anos.
Outro detalhe importante dessa gratificação é que ela não poderá ser retirada caso o servidor adoeça, vá para a reserva ou em caso de pensão para a família (se falecer).
FIQUE POR DENTRO:
No dia 29 de dezembro parte dos policiais militares e bombeiros decidiram fazer greve até se encontrarem com o governador do estado, Cid Gomes, para fazerem sua reivindicações.
Desde então os grevistas estão acampados no sexto batalhão, com filhos e esposas. Segundo o comando grevista são 800 militares e 400 familiares. Ainda segundo o comando as crianças estão confortáveis. Todo o pessoal está se alimentando de doações de vizinhos.
Os servidores bloquearam a rua que dá passagem ao batalhão com carros e esvaziaram os pneus dos veículos.
Além do reajuste salarial, os militares querem redução da jornada de trabalho que atualmente é de 46 horas para 40 horas semanais.
O MOVIMENTO, JÁ HAVIA CRESCIDO.
Por causa da paralisação dos 10.000 servidores o governo do Ceará convocou as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança Pública, autorizado pela presidente Dilma Rousseff.
O governo exigiu retorno imediato e, caso a exigência seja descumprida cada militar pagará R$ 500.00 por dia e cada associação desembolsará R$ 15.000.00 diariamente.
Até agora nada mudou.
TEXTO FEITO INICIALMENTE EM CELULAR, NO DIA, 3/1/2012, E CORRIGIDO EM COMPUTADOR NO DIA, 4/1/2012.
Pabllo Cezar (O INFORMANTE)